7 de abril de 2015

1 de outubro de 2014

Enquete sobre o horário de funcionamento da escola para o ano de 2015

Caros professores e pais de alunos;

Solicitamos que participem da enquete, informando qual é o horário de sua preferência para o funcionamento da escola em 2015.

Acesse o link abaixo para responder.

HORÁRIO DE PREFERÊNCIA PARA 2015 

Contamos com sua participação!!!



Equipe gestora

6 de agosto de 2014

Disciplinas Eletivas - 2º semestre

Caro estudante;

Sejam bem vindos a mais um semestre da grande aventura
CONSTRUINDO SEUS CONHECIMENTOS!!!

Escolha a Disciplina Eletiva que mais se aproxima do seu projeto de vida. Estas aulas são muito importantes para aprofundar seus conhecimentos, exercitar o protagonismo e fazer novas descobertas.

Lembre-se: a Disciplina Eletiva terá início no dia 13/08/2014 e término dia 10/12/2014.

IMPORTANTE: Não será permitido trocar de discisplina.

Click no link da Disciplina Eleitiva que você escolheu para estudar nesse semestre e faça sua inscrição.

Disciplina Eletiva - Matemática financeira e empreendedorismo
Disciplina Eletiva - Matriz Energética
Disciplina Eletiva - Mitologia Grega
Disciplina Eletiva - Atualidades
Disciplina Eletiva - Sustentabilidade

23 de julho de 2014

Avaliação Institucional

Caro estudante;

A Avaliação Institucional é um dos componentes necessários ao aprimoramento da escola para melhor atender nossos estudantes e está relacionada:
·         à melhoria da qualidade da educação;
·         à orientação da expansão de sua oferta;
·         ao aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social;

·         ao aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais, por meio da valorização de sua missão pública, da promoção dos valores democráticos, do respeito à diferença e à diversidade, da afirmação da autonomia e da identidade da escola de ensino integral.

Leia atentamente as questões e faça uma boa reflexão ao respondê-las.

Lembre-se, a construção do conhecimento é uma via de mão dupla, que te conduzirá ao sucesso acadêmico .


22 de julho de 2014

Avaliação das Disciplinas Eletivas - 1º semestre de 2014

Caros estudantes;

A avaliação é um processo necessário para a evolução das ações e para nos indicar quais são os caminhos que precisam ser traçados para alcançarmos nossos objetivos.

Como a disciplina eletiva é novidade para todos nós, gostariamos de saber como você viu esse primeiro semestre.

Sua opinião nos ajuda a aprimorar a prática para elaboração de novas eletivas.

O link abaixo te levará para uma pequena reflexão, onde suas respostas nos ajudarão a elaborar novas eletivas para melhor atender as suas expectativas.

Todas as questões devem ser respondidas para poder finalizar o processo.

Sua participação mostra seu real compromisso no processo da construção de sua aprendizagem.

Agradecemos sua participação e queremos continuar aprendendo com vocês.

BOA REFLEXÃO !

ELETIVAS




9 de junho de 2014

Avaliação e Autoavaliação

Olá estudante!!!

Vamos refletir sobre nós, nosso clube, nossa eletiva.
Dar opinião,  avaliar a atuação, pensar sobre cada oportunidade que vocês estão tendo na Escola de Ensino Integral.
Faça a avaliação e se autoavalie.

COMPROMISSO - CORESPONSABILIDADE - PROTAGONISMO

Abra o link abaixo e boa reflexão!!!!

AVALIAÇÃO e AUTOAVALIAÇÃO

1 de novembro de 2013

ATPC 2 - semana de 04 a 08 de novembro de 2013

AVALIAÇÃO EXTERNA - SARESP
Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo

O Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP – é uma avaliação externa da Educação Básica, realizada desde 1996 pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP.

O SARESP tem como finalidade produzir informações consistentes, periódicas e comparáveis sobre a situação da escolaridade básica na rede pública de ensino paulista, visando orientar os gestores do ensino no monitoramento das políticas voltadas para a melhoria da qualidade educacional.

Os resultados da avaliação do SARESP em Língua Portuguesa e em Matemática são passíveis de comparação com aqueles da avaliação nacional (Saeb/Prova Brasil) e aos resultados do próprio SARESP ano após ano. Dessa maneira, as informações fornecidas pelo SARESP permitem aos responsáveis pela condução da educação, nas diferentes instâncias, identificar o nível de aprendizagem dos alunos de cada escola nos anos/séries e habilidades avaliadas, bem como acompanhar a evolução da qualidade da educação ao longo dos anos.

Em 2013, ao longo dos ATPCs, a questão avaliação foi bastante explorada, principalmente no que se refere ao trabalho contínuo e sistemático com as habilidades que os alunos ainda não haviam conseguido desenvolver e com o gênero avaliação, ou seja, técnicas de leitura da prova que ajudam o entendimento das questões e dá foco a leitura necessária para responder as questões.

A partir desses estudos e reflexões, firmamos um contrato de que todos os professores estariam trabalhando questões de múltipla escolha, técnicas de leitura e interpretação, dicas para atenção na leitura das comandas, enfim, ensinar o aluno a fazer, dar dicas que facilitam a leitura e aperfeiçoa o ato de fazer uma prova.

Diante de tanta leitura, reflexão e prática que desenvolvemos durante o ano, vamos socializar:

ATIVIDADE 01 - Cada professor deverá postar uma experiência de aula que abordou as questões citadas e comentar os aspectos positivos da mesma.

ATIVIDADE 02 – Ler e comentar a postagem de dois colegas.


Bom trabalho para todos nós!!!

29 de outubro de 2013

ATPC 1 - semana de 04/11 a 08/11/2013


Caros colegas de trabalho!!!

Para os professores de 7º e 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio.

No Saresp 2013, mais uma vez teremos a atividade de aplicação de questionários destinados à equipe escolar como parte constitutiva do processo avaliativo e propiciam a análise dos fatores associados à aprendizagem.

Clicando na figura abaixo, você já estará na página que dá acesso ao questionário e ao documento de orientações para o preenchimento.

Por meio destes instrumentos são coletadas informações relativas à trajetória profissional, experiência e práticas pedagógicas, a percepção do docente sobre o funcionamento da escola, sobre as condições de trabalho, perfil socioeconômico e cultural.
Serão aplicados os questionários do diretor, do professor coordenador e dos professores dos anos e disciplinas a serem avaliadas. Todos os professores deverão responder, não importando se são efetivos ou não. Esses questionários terão aplicação on-line, via plataforma web desenvolvida pela Prodesp/SEE. Haverá um instrumento específico para cada um desses profissionais.
O cronograma da aplicação respeitará o seguinte calendário:
Profissionais
Período de Aplicação
Diretores de escola


18/10 a 01/11
Prof. Coordenadores
Profs de 2º, 3º e 5º ano do EF (anos iniciais)
Prof. L. Portuguesa, Matemática, Geografia e História 7º e 9º ano do EF (anos finais) e 3ª do EM
02/11 a 14/11


É importante saber que cada professor irá responder ao questionário que lhe cabe em sua escola-sede e suas respostas deverão estar relacionadas a essa escola.Se o professor é detentor de mais de um cargo e possui mais de uma escola-sede, irá responder a mais de um questionário.


Como todos nós sabemos, a reflexão na ação é indispensável para que haja evolução e, nós, como educadores, temos que ter essa prática enraizada em nós, assim como a prática de trabalho em equipe e a participação constante nas avaliações e análise dos resultados.

OBS.: Ao terminar as respostas do questionário, fazer uma postagem aqui informando que já finalizou. Assim mantemos nosso compromisso com os registros.

Boa reflexão para todos nós!!!

3 de outubro de 2013

Avaliação da aprendizagem

        O que o professor precisa mudar na sua concepção de avaliação para desenvolver uma prática avaliativa mediadora?
         AVALIAR: algumas concepções são extremamente necessárias.
         Em primeiro lugar, o sentimento de compromisso em relação àquela pessoa com quem está se relacionando. Avaliar é muito mais que conhecer o aluno, é reconhecê-lo como uma pessoa digna de respeito e de interesse.
      Em segundo lugar, o professor precisa estar  preocupado com a aprendizagem desse aluno. Nesse sentido, o professor se torna um aprendiz do processo, pois se aprofunda nas estratégias de pensamento do aluno, nas formas como ele age, pensa e realiza essas atividades educativas. Só assim é que o professor pode intervir, ajudar e orientar esse aluno. É um comprometimento do professor com a sua aprendizagem - tornar-se um permanente aprendiz. Aprendiz da sua disciplina e dos próprios processos de aprendizagem.
        Por isso a avaliação é um terreno bastante arenoso, complexo e difícil. Eu mudo como pessoa quando passo a perceber o enorme  comprometimento que tenho como educador ao avaliar um aluno.
 




VÍDEO - Prof. Felipe Bandoni de Oliveira
         O professor de ciências Felipe Bandoni de Oliveira recebeu, em 2012, o prêmio Educador nota 10, da Fundação Victor Civita, pelo trabalho que desenvolveu com seus alunos de Educação de Jovens e Adultos, numa escola do bairro paulistano de Pinheiros. 
in "https://docs.google.com/file/d/0B1D5IVpni4mXRmU2RXlsWEYyNU0/preview?pli=1 último acesso set 2013.

17 de junho de 2013

ATPC - semana de 17/06 a 21/06/2013

Caros colegas de trabalho!!!

Estamos chegando ao final do 1º semestre do ano de 2013. Todos nós tivemos grandes realizações e conquistas nesse período.  Muitas vezes vontades que não pudemos realizar, outras vezes práticas que nem sempre trouxeram os resultados que havíamos idealizado, mas no final, certamente tivemos muitas vitórias.

Como todos nós sabemos, a reflexão na ação é indispensável para que haja evolução e, nós, como educadores, temos que ter essa prática enraizada em nós, assim como a prática de trabalho em equipe e a participação constante nas avaliações e análise dos resultados.

Conhecedores da importância da avaliação, como processo de construção de conhecimento, convido-os a fazer uma avaliação com foco na melhoria das práticas, visando um 2º semestre melhor elaborado.

Boa reflexão para todos!!!

2 de junho de 2013

ATPC - semana de 03/06 a 07/06/2013.

Para desenvolver uma habilidade leitora específica usando estratégias de leitura:

Caro colega de trabalho!

Está semana a proposta é elaborar uma Sequência de Atividades. A atividade ficará mais completa e rica se você aplicá-la em sala de aula, assim poderá avaliar as etapas positivas e as que precisam de ajustes.
É importante que você veja e comente a atividade de seus colegas e também fale sobre sua experiência.

Bom trabalho!!!


Orientações:

A) Escolha uma habilidade, entre as apontadas abaixo (retiradas dos resultados da Avaliação em processo), e que você usará como pretexto para uma Sequência de Atividades.

1. (H11-GII) Estabelecer relações entre imagens (foto ou ilustração) e o corpo do texto, comparando itens de informação explícita
2.  ( H06 GI) Localizar item de informação explícita, com base na compreensão global de um texto
3. (D18 SAEB) Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
4. (H3 – Enem) Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.
5. (H23 – Enem) Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise de procedimentos argumentativos utilizados.
6. (H27 – Enem) Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.
7.  (D20 - Prova Brasil/Saeb)  Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
8.   (H10 - GIII (3ª Série EM) Saresp) Inferir tema ou assunto principal de um texto, estabelecendo relações entre informações pressupostas ou subentendidas. 
(Matrizes: SARESP, ENEM) 

B) Habilidade elencada, escolha textos para realizar a atividade; 
C) Preveja o produto final (resenha, resumo, esquema, produção não verbal ....) 
D) Lembre-se de usar estratégias de leitura para todos os textos lidos; aponte em “Desenvolvimento”, etapas da sua atividade, as estratégias (quantas você acreditar necessárias) que irá usar.

Roteiro de estratégias de leitura, abaixo,  nas tabelas:
a.)  Capacidades de compreensão;
b.) Capacidades de apreciação e réplica do leitor em relação ao texto (interpretação, interação) .

 Plano de SEQUÊNCIA DE ATIVIDADE
  1. Professor: 
  2. Habilidade:
  3. Público alvo:
  4. Texto/autor, referência:
  5. Desenvolvimento -  Capacidades de compreensão e de apreciação e réplica do leitor em relação ao texto 
  6. Produto final:

 ESTRATÉGIAS DE LEITURA (Rojo, 2004)

a.)Capacidades de compreensão
 Sugestões de como desenvolver


1)  Ativação de conhecimentos prévios
Antes da leitura do texto propriamente dito, retomar conteúdos relacionados; fazer perguntas sobre o assunto, visando garantir a socialização desses conhecimentos; quando alguma dessas perguntas ficar sem resposta e ela for importante para a possibilidade de compreensão do texto, o professor deve antecipar esse conteúdo; etc.

2)   Antecipação ou predição de conteúdos ou propriedades dos textos





3)   (levantamento de hipóteses)
Antecipação ou predição de conteúdos: A partir da leitura do título, ou das informações sobre o autor do texto (papel social), incitar os alunos a antecipar conteúdos do texto a ser lido. Em alguns casos, essas perguntas podem se dar ao longo da leitura, em relação ao que está por vir, levando em conta o que já foi lido.

Antecipação ou predição propriedades dos textos: A partir do reconhecimento prévio ou de uma informação explícita do professor de que se trata de um exemplar de um gênero X ou Y (artigo de opinião, crônica) incitar o aluno a antecipar elementos e conteúdos do texto a ser lido.

4)  Checagem de hipóteses
Durante a leitura do texto, o professor deve ir retomando as hipóteses (antecipações) levantadas para verificar se elas foram ou não confirmadas. Se necessário e adequado, pode-se durante esse processo levantar outras hipóteses.

5)   Localização e/ou cópia de informações
Em função dos objetivos da leitura, algumas atividades devem favorecer a localização de informações cruciais do texto por meio de perguntas que dirigem o olhar do aluno para tais aspectos (conceitos ou relações que devem ser garantidos etc.). Procedimentos tais como sublinhar, copiar, iluminar informações relevantes devem ser estimulados para auxiliar o aluno a buscar pelas passagens essenciais e abandonar informações periféricas.

6) Comparação de informações
Durante a leitura do texto, algumas perguntas ou discussões coletivas podem estimular o aluno a comparar/contrastar informações presentes no próprio texto, de modo a auxiliá-lo, por exemplo, na identificação da tese, de argumentos, do conflito central, na realização de resumos etc. Por outro lado, atividades que o estimulem a comparar informações do texto com outras presentes em diferentes textos (orais ou escritos) favorecem a percepção de relações de intertextualidade ou até mesmo de interdiscursividade, ampliando a compreensão e estimulando a leitura crítica.

7) Generalização
Essencial para a realização de síntese da leitura, (e estreitamente relacionada às duas capacidades anteriores) esta capacidade pode ser estimulada por meio de perguntas ou discussões que levem o aluno a reconhecer características comuns ou regulares a dados ou acontecimentos singulares, a extrair uma regra ou princípio geral pela observação de exemplos particulares, trechos enumerativos, descritivos ou explicativos etc. Mais do que saber dizer sobre o tema tratado, é importante que o aluno possa dizer o que o autor pretendeu com aquele texto – explicar o funcionamento do sistema nervoso, defender sua posição frente à questão da redução da maioridade penal etc. Num segundo nível, pode-se também focar o essencial dessas explicações ou argumentações - qual a posição/tese que o autor defende e os principais argumentos que sustentam sua posição.

8) Produção de inferências locais
É possível levar o aluno a, levando em conta o contexto imediato do texto, deduzir o sentido de uma palavra desconhecida, identificar o referente de pronomes, relacionar expressões sinônimas ou equivalentes, compreender termos que retomam ou antecipam informações etc.

9)  Produção de inferências globais
Perguntas ou discussões podem favorecer que o aluno perceba o que não está dito explicitamente no texto, mas está pressuposto ou insinuado e deve ser inferido para que a compreensão se efetive. Chamar a atenção para pistas que o autor deixa no texto, tais como escolhas lexicais específicas, construções enfáticas, uso de operadores argumentativos, presença de linguagem figurada, ironia etc. são maneiras de favorecer inferências globais.Também colabora para isso o estabelecimento de relações produtivas entre as informações presentes no texto e a recuperação do contexto de produção do texto. Em qualquer um dos casos, fazer a distinção entre as inferências autorizadas pelo texto (marcadas pelas pistas ou determinadas pelo contexto de produção) e aquelas que não são autorizadas (fruto de uma interpretação excessivamente “livre” e pessoal) é fundamental.























b.) Capacidades de apreciação e réplica do leitor em relação ao texto (interpretação, interação)



Sugestões de como desenvolver

1)Recuperação do contexto de produção do texto
Focalizar - por meio de levantamento, estudo, pesquisa, perguntas, discussões, etc. - qualquer um dos elementos que compõem o contexto de produção do texto (autor, lugar social que ocupa, esfera social em que o texto circula, veículo em que é divulgado, momento histórico em que foi produzido, intenções comunicativas do autor, leitores presumidos, interlocutores contemporâneos etc.) é um procedimento essencial que favorece outras capacidades de leitura aqui elencadas, tais como, a ativação de conhecimentos prévios, a predição de conteúdos, a realização de inferências globais, a elaboração de apreciações estéticas ou afetivas e as relativas a valores éticos ou políticos etc.

2)Definição de finalidades e metas da atividade de leitura
A situação de leitura define suas finalidades e metas. Logo, principalmente na situação escolar que tende a ser “artificial”, na medida em que nem sempre é o leitor que define o que, por que e para que vai ler, é essencial explicitar ou criar a situação de leitura, por meio de recursos que podem ser autênticos (ler para buscar uma informação específica ou estudar, por exemplo) ou simulados (imagine que você vai ler esse texto para participar de um debate sobre o assunto, por exemplo)

 3)Percepção de relações de intertextualidade
Quanto maior é o número de relações que o leitor estabelece entre o que está lendo e o que já leu, ouviu, conversou, assistiu etc., sobre o mesmo tema, mais efetivo é o diálogo que ele trava com o texto. Assim, por meio de comentários, perguntas, retomadas, solicitação de pesquisas etc., é muito útil “refrescar sua memória” lembrando-o de conteúdos presentes em outros textos relacionados ao que está lendo, imaginando outros textos possíveis. Segundo Bakhtin, todo texto é de alguma forma resposta a textos anteriores e está prenhe de respostas ulteriores.
 4)Percepção de relações de interdiscursividade
O mesmo princípio anterior vale para esta capacidade no que diz respeito agora não a conteúdos do texto, mas a outros discursos aos quais o texto em questão remete. Assim, por exemplo, muitas vezes só é possível compreender uma referência, uma nota bibliográfica, uma ironia ou mesmo realizar uma inferência quando se leva em conta os discursos com os quais o texto dialoga, o que sempre inclui para além dos textos os contextos de produção desses textos. Atividades que levem o aluno a identificar ou explicitar tais diálogos favorecem esta capacidade.

5)Percepção de outras linguagens
Principalmente quando se preserva o portador original do texto a ser lido (por exemplo, uma notícia de jornal, no próprio jornal), perguntas e discussões que focalizam o para texto verbal e não-verbal que geralmente acompanha o texto (imagens, gráficos, tipos de letras, manchetes, boxes etc.) contribuem para a compreensão do texto como um todo.

 6)Elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas
Ler o texto, encarando-o como uma construção deliberada do autor e ser capaz de apreciar seus efeitos de sentido, identificando os recursos da língua que o autor mobiliza para produzi-los é uma capacidade bastante sofisticada e que leva o leitor a, de fato, fruir o texto. Assim, exercícios que levem o aluno a identificar uma organização textual bem feita, uma escolha lexical particularmente interessante, uma construção sintática feliz, um certo modo de encadear os argumentos, o uso de uma metáfora elucidativa, uma paragrafação rigorosa, a precisão no uso da língua etc. são maneiras de não só ampliar a capacidade de compreensão do texto em questão, mas também de formar o leitor (e o escritor) em geral que, a partir disso, terá mais condições para emitir opiniões de cunho mais afetivo sobre o texto.

 7)Elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos
Para ser capaz de realizar a réplica crítica ao texto, avaliando em que medida há concordância ou discordância com o autor, a coerência interna do texto, as conseqüências e desdobramentos das posições ali assumidas, os valores que expressa, as atitudes a que induz etc. é necessário estimular o aluno, por meio de perguntas, discussões, comparações a outros textos e discursos, debates etc. que extrapolem o texto em questão. Mas não basta perguntas do tipo “qual é a sua opinião sobre o assunto” ou “você concorda com x”, o que pode simplesmente suscitar superficialidades do que ele já pensa a respeito. É preciso oferecer elementos para que o aluno possa pensar coisas novas, aprofundar suas análises etc.
Referência: Rojo, 2004.Textos do EMR

Boa semana!